O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares
17:22:00
Olá, brigadeiros. Como
estão? Já sentindo saudade?
(Às vezes eu preciso me
lembrar que, na verdade, estou falando sozinha)
Alimentando a ilusão de
que tenho muitos leitores desesperados para novos conteúdos do blog, eu trouxe uma nova resenha (obrigada férias, amo vocês suas lindas).
A resenha de hoje é de
O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, de Ransom Riggs, que vem
dando o que falar desde que seu filme foi anunciando, estrelando ninguém mais e
ninguém menos do que a talentosa Eva Green (um pedaço do céu). Sinceramente,
não conheço muito do autor, então não posso falar dele como falo dos outros
autores que trago para o blog, porém ouvi falar muito de seu filme, produzido
pelo grande diretor Tim Burton (pago muito pau para ele mesmo). Infelizmente,
não tive, ainda, a oportunidade de assistir a sua mais nova obra – porque como
já contei a vocês ir ao cinema por aqui é complicado – contudo, tive a chance
(e um pai muito bom) de ler o livro e me apaixonar perdidamente pela história –
puta que pariu, Riggs sabia o que estava fazendo!
Para começar a falar do
livro, vou ser sincera, a única razão para eu ter ido atrás dele foi a
participação de Eva Green no filme, porque, honestamente, eu sou apaixonada por
essa mulher – e isso é muito bom, afinal foi assim que cheguei a essa grande
maravilha e me apaixonei pela história, em uma manobra arriscada, lendo-o em
época de vários trabalhos na faculdade (sim, eu demorei para fazer a resenha
mesmo). O livro conta com continuações novinhas, a Cidade dos Etéreos, com a
qual minha amiga acaba de me presentear (valeu, Grilo!), e Biblioteca de Almas
(nomes bem pesados, não é?). Por enquanto, meus olhos só puderam desfrutar do
primeiro volume, O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, e
admito, a capa do meu livro é baseado no filme, mas vocês podem me culpar? A capa
original dá medo e a do filme tem a maravilhosa Eva Green!
Ok, chega de enrolação,
vamos a história.
Temos a visão de um
protagonista masculino, Jacob, de 16 anos, um jovem cujos sonhos foram
alimentados pelas velhas histórias do avô – um sobrevivente da Segunda Guerra
Mundial, abrigado em um orfanato para crianças que, como ele, estavam fugindo
do caos no mundo. O orfanato ficava em uma ilhazinha da Grã-Bretanha, pouco
habitada, bem colonial, até mesmo no século XXI só havia um telefone na ilha
toda. Quando o avô, e herói, de Jacob morre de forma suspeita e deixando uma
mensagem misteriosa para o neto, o menino decide que, após algumas sessões com
um psicólogo, ele precisa visitar a ilha e procurar pelos antigos amigos de seu
avô, podendo assim conhecer sua história e entender suas últimas palavras.
Contudo, o pobre Jacob perde as esperanças quando descobre que a casa, onde seu
avô morou com diversas crianças, foi bombardeada e não sobrou nada para contar
a história, deixando o vilarejo todo acreditar que não houve sobreviventes senão
seu avô. É claro que a viagem perde o sentido para Jacob, porém ele não deixa
de visitar a casa e procurar qualquer coisa que possa fazer ele se sentir mais
próximo do avô. Em uma dessas visitas a casa, uma antiga amiga de seu avô, Emma
Bloom, o encontra e, seguindo-a, ele descobre a verdade escondida atrás de uma
aparente caverna na floresta em que, do outro lado, está tudo o que ele sempre
sonhou em conhecer sobre seu avô. É claro que não para por ai, ainda há perigos
para serem enfrentados, mistérios a desvendar e, com certeza, um romancezinho. Vou
deixar o resto a critério da imaginação de vocês, para atiçar a curiosidade e
fazê-los ler esse livro que, falando sério, vale a pena para caralho! Não fui
capaz de achar um defeito no livro, as fotos que o autor coletou para a
produção são verídicas e só tornam a história mais real – afinal quem não gosta
de ter a visão do que está lendo? Eu adoro.
Não posso falar muito
do filme, pois não o assisti. Só posso falar que confio muito no Tim Burton,
sendo ele meu diretor de cinema favorito. Não trago mais do que especulações,
mas do que eu sei é que o diretor e roteirista precisaram fazer algumas
alterações no que já parecia estar perfeito – obviamente, fiquei chateada ao
descobrir que uma das alterações foi trocar a peculiaridade de Emma Bloom, que
até então era o poder do fogo, pelo talento da levitação, não posso mentir,
Tim, você me decepcionou. Porém, não farei mais nenhum julgamento precipitado,
durante toda sua extensa carreira Burton nunca me deixou a desejar, imagino que
dessa vez não será diferente.
Espero que tenham
gostado e que tirem essas bundas da cadeira, corram e procurem o exemplar mais
próximo de vocês porque, acredite em mim, vocês vão amar e querer mais!
Até a próxima!

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