Longe de mim querer desmerecer o dia dos pais com essa postagem simplória, mas estou em um momento da minha vida mais bagunçado que uma cidade após um furacão - Sim, faculdade, eu culpo você.
Eu gostaria de, além de dedicar ao meu paizão, dedicar também esta postagem para quem eu acredito que tenha sido o maior Pai de Harry durante a série - mesmo que o desgraçado não tenha o homenageado pondo seu nome nos filhos. Tudo isso, claro, sem desvalorizar James, seu pai biológico, Sirius e Remus, grandes exemplos paternos e amorosos para Harry, Albus, seu grande mentor, e Snape, que deu sua vida para salvá-lo.
Acredito que, mesmo com seu jeito desajeitado, Hagrid foi o mais próximo de pai que Harry teve e o mais distante de Válter Dursley, claro. Na noite fatídica, em que os pais de Harry faleceram, o encarregado de trazer Harry para o mundo trouxa foi ele, Rúbeo Hagrid, o guarda caça de Hogwarts e a quem Dumbledore confiaria a vida - sinceramente, eu também. Naquela noite, Rúbeo chorou ao se despedir do menino, mesmo sabendo que aquilo seria um até logo. Onze anos mais tarde, foi Hagrid quem cumpriu a feliz missão de resgatar nosso menino Potter do mundo trouxa e introduzi-lo a seu verdadeiro lar, levando-o a sua primeira compra de material, a sua escolha de varinha e prova de uniforme, apresentando-o como um papai orgulhoso para quem fosse, dando-lhe seu primeiro presente de aniversário decente. Quando Harry abandonou o mundo trouxa de vez, em as Relíquias da Morte, quem o leva para a Toca é Hagrid, novamente, mesmo que isso arrisque sua vida. E, mais uma vez, em as Relíquias da Morte, acreditando que o mais próximo de filho que ele teria estava morto, Hagrid o carregou de volta para Hogwarts.
Hagrid experienciou de um jeito peculiar a paternidade, assim como Harry experimentou ser filho de alguém. Hagrid não pode ser considerado apenas um amigo, ele foi muito mais.
Hogwarts não é Hogwarts sem Hagrid e Harry Potter não seria Harry Potter sem ele também.
