Estupro. Essa é uma palavra complicada de se pronunciar, escrever e compreender. O que significa isso? Uma escolha, um ato, uma loucura, uma negligência, um pesadelo.
Quando uma garota começa a crescer senta com o pai e tem uma conversa, ai ela aprende que: deve se preservar usar roupas sem decote, nunca andar sozinha à noite, e sexo apenas depois do casamento.
Mulheres aprendem a não serem estupradas. Isso apenas alega que o estupro é inevitável.
O que estamos ensinando? O que estamos aprendendo? Se as vítimas dos estupros aprendessem a se cuidar e sumirem, assim sumirá, também, o estupro? Por que não sumir com os malfeitores? Os homens que estupram? Porque, quando um garoto cresce, ele não senta com o pai e aprende que uma mulher deve ser respeitada, que seu corpo não é um símbolo sexual, não é um objeto, é propriedade dela, e sua roupa não influência no que quer ou não, e assim como ele, ela tem liberdade sexual.
Não é isso que acontece, e acredito que isso é apenas mais uma consequência do machismo presente em todos.
Até algumas mulheres, que foram entrevistadas, alegam que garotas que usam roupas inadequadas merecem ser estupradas.
Então, isso quer dizer, que um homem pode sair sem camisa, mas mulheres não podem nem pensar em usar uma blusa com um decote, ou acima do umbigo. Ou homens que saem sem camisa querem ser estuprados?
Pergunto-me por que as roupas definem algo.
Afinal o que crianças têm a ver com as roupas que estão usando? Ou como ficam nelas. Como poderiam estar provocantes?
Sendo assim as roupas não tem poder algum quando o assunto é estupro, no momento em que uma criança é abusada não vejo em que a roupa que ela usava implica para isso ter ocorrido.
O estupro não vai ser impedido pela conversa com meninas que estão virando mulheres, e muito menos pelas roupas que elas usarem.
Estupro é doença, pedofilia é doença, e quem precisa de tratamento são os doentes
In
Meus Textos,
Inconnue
Caco de vidro quebrado.
Lasca de madeira
Daquela mesa bamba
Aposentada e não mais útil.
O rascunho de uma carta,
Carta de amor amassada.
O resto de um beijo,
Jamais dado
Agora esquecido.
A saudade de um abraço.
Um lixo cheio,
De coisas vazias.
A música esquecida,
Ou o que sobrou da festa.
Um sapato pequeno demais,
Nada que lhe satisfaz.
Uma analogia mal feita
À minha mãe
Ao meu pai.
Uma piada mal contada
A graça esgotada.
Um pequeno poema,
Incompleto,
Por completo.
Lasca de madeira
Daquela mesa bamba
Aposentada e não mais útil.
O rascunho de uma carta,
Carta de amor amassada.
O resto de um beijo,
Jamais dado
Agora esquecido.
A saudade de um abraço.
Um lixo cheio,
De coisas vazias.
A música esquecida,
Ou o que sobrou da festa.
Um sapato pequeno demais,
Nada que lhe satisfaz.
Uma analogia mal feita
À minha mãe
Ao meu pai.
Uma piada mal contada
A graça esgotada.
Um pequeno poema,
Incompleto,
Por completo.
