Como
esse foi o primeiro livro de Kiera Cass, tentei não ser muito exigente e não
aumentar muito minhas expectativas sobre a história, o que funcionou
parcialmente. Digo isso porque eu sabia que seria impossível que ela criasse
outro livro como a Seleção, mas ela também criou um livro sobre sereias, minhas
criaturas míticas favoritas desde que nasci.
Quando
eu leio um livro preciso de algum tempo para absorver a história e analisa-la,
o que, consequentemente, reflete no tempo que demoro a postar uma resenha. A
sereia foi um livro que tomou bastante tempo, embora eu tenha lido o livro em
um dia, as expectativas que eu tinha em Kiera Cass me fizeram tomar muitos dias
para absorver o conteúdo de seu primeiro romance. Como já compartilhei com
vocês, quando leio um livro tão rapidamente é difícil parar durante a história
para analisa-la, por isso, quando a finalizo toda a história me atinge de uma
vez. Com A Sereia não foi diferente e a primeira coisa que senti ao terminar
seu epilogo foi decepção, tanto que a o primeiro pensamento que me ocorreu foi:
preciso escrever um novo final para isso – contudo, após algum tempo, decidi
que seria bem melhor escrever um novo livro inteiro para essa história
totalmente desperdiçada.
Kahlen,
uma garota que em um naufrágio trocou seus serviços durante um século por sua
vida, está a vinte anos de acabar sua sentença e, a cada dia que passa, mais
perturbada e deprimida por sua maldição que a força a matar dezenas de pessoas
para alimentar sua criadora. Kahlen tem um único sonho: terminar suas
obrigações, esquecer de todo o mal que causou a pessoas inocentes, encontrar o
amor de sua vida e formar uma família com ele. Contudo, ela é pega de surpresa
quando, vinte anos mais cedo, sua alma gêmea de sua vida decide aparecer e
adoecê-la de amor – acredite você não leu errado e não estou sendo clichê.
A
escrita de Kiera Cass nesse livro é claramente amadora e o desenvolvimento do
romance também, eu ainda o classificaria como fraco e desinteressante - isso
que sou uma romântica incorrigível. Kiera dedicou tanto tempo à depressão de
Kahlen que se esqueceu de explorar momentos românticos entre o casal, uma trama
dramática e, o mais importante em um livro de romance, a paixão. Ler A Sereia
foi como subir em uma montanha russa famosa e alta demais, cheia de
expectativas e, então, deparar-se com nada mais do que meras cócegas na
barriga.









