Tu não sabes o que é acordar de um sonho desesperada com tua ausência. Tu não sabes como é não ver teu nome brilhar na aba de notificações. Tu não sabes como é esperar atender um número desconhecido e ouvir tua voz familiar.
Tu não sabes como é ter que me convencer todo dia que tu morreste, embora eu saiba que teu coração pulsa vivo e precisa do meu. Tu não sabes como é te procurar em ruas que sei que não vou te encontrar, te chamar ao silêncio, e, como esperado, não obter respostas.
Tu não sabes como foi tremer para apagar teu número, tuas mensagens e teus vestígios, e mesmo assim alguns continuarem aqui. Tu não sabes que guardo algumas recordações, mas não ouso vasculhar e nem tento lembrar.
Tu não sabes como é pensar todo dia que a errada fui eu. Tu não sabes que procuro todo dia a quem culpar e o quanto tento me cegar para não ver que, quiçá, a culpada sou eu.
Tu não sabes o quanto me servi do meu orgulho, de quantas vezes falei com a boca cheia dele e que agora me engasgo.
Tu não sabes o que é esperar de todo os lados tuas desculpas, mesmo sabendo que elas não virão.
Tu não sabes que com esse tempo que se alastra eu venho tentando me convencer de que estou melhor sem você.
Tu não sabes como te vejo me chamando, me gritando, me precisando! Tu não sabes que espero teu bater na minha porta, o meu abrir, e teus braços ao redor de mim.
Tu não sabes que te procuro em outro alguém.
Tu não sabes...
Tu não sabes que te quero para amar, brigar, gritar, mandar, desabafar, amparar, precisar, elogiar, admirar, apoiar. Tu não sabes que preciso que tu precises de mim!
Tu, talvez, tenhas sido meu mero reflexo, a mera imaginação da minha solidão, o meu contrário, aquele oposto de mal gosto, aquele eu que sempre desejei puxar os cabelos e gritar. Aquele eu que tive que consolar, porque eu o deixei sozinho.
Eu acho que tu sabes, mas já sufocou com meu orgulho. Eu acho que tu sabes que o destino existe sim e foi falho, e eu, embora te queira, já não te preciso. Contudo, eu quero te precisar.
In
Meus Textos,
Poemar
Não sou fã de poemas,
nem de poemar,
mas quando
o balde de emoções transborda,
preciso descarregar.
Procuro uma folha qualquer
e um lápis mesmo que
mal apontado,
com pressa faço um rascunho,
e, mesmo que queira,
não apago.
nem de poemar,
mas quando
o balde de emoções transborda,
preciso descarregar.
Procuro uma folha qualquer
e um lápis mesmo que
mal apontado,
com pressa faço um rascunho,
e, mesmo que queira,
não apago.
Eu gosto de poemas,
que parecem ser fáceis
de se compreender,
mas na verdade são incompreendíveis.
Gosto de ser como esses poemas
que engam os olhos
e são difíceis de chegar à alma,
mas quando chegam,
não saem,
não se desprendem
e também não falam.
que parecem ser fáceis
de se compreender,
mas na verdade são incompreendíveis.
Gosto de ser como esses poemas
que engam os olhos
e são difíceis de chegar à alma,
mas quando chegam,
não saem,
não se desprendem
e também não falam.


