Experiência De Leitura: Do Amor Entre Outros Demônios
20:54:00
CONTANDO EXPERIÊNCIAS DE LEITURA
Sim, eu acabei de criar uma tag para contar minhas experiências de leitura!!
Essa experiência, cuja história compartilharei com vocês hoje, é sobre minha aula de quarta-feira na faculdade: Teoria da Literatura. É parece legal para alguém que, como eu, gosta de ler né? Mas não é. É apenas aquele tipo de disciplina que te atrai para te decepcionar. Desabafando aqui vou contar para vocês que é uma leitura pior que a outra e que, infelizmente, minha professora tem um gosto péssimo e, eu diria, preocupante.
O livro sobre o qual vou falar hoje é Do Amor e Outros Demônios de Gabriel Garcia Marquez, o famoso colombiano ganhador do Nobel de literatura (superestimado, na minha opinião) e quem vocês provavelmente conhecem pelo livro Memória de Minhas Putas Tristes.
A primeira coisa que vou dizer talvez soe pretensiosa demais, mas vou dizer igual: eu teria feito melhor. E teria mesmo, em cinco minutos reimaginei o livro todo e ainda por cima com um romance digno! Eu sei que a TAG não é sobre a história do livro, mas preciso deixá-los a par da tragédia: supostamente, a história trata de uma menina de doze anos, obviamente virgem, com cabelos longos tais quais os de Rapunzel, eles nunca foram cortados com a promessa de que ficariam assim até o dia do matrimônio. O engraçado é que a história fala muito mais das pessoas que tiveram o infortúnio (ou talvez furtúnio) de cruzar caminhos com Sierva Maria (a tal Rapunzel). Ao longo do livro acompanhamos o pensamento primitivo do século XVIII e o desenvolver da doença da menina (no caso, raiva). Nisso vemos a versão de muitas histórias: de seu pai que não sabe como amá-la, de sua mãe que a odeia, da escrava que a criou, do doutor que a diagnosticou, do bispo, da abadessa, da freira assassina e até do padre de 36 anos que por ela se apaixonou (reparem aqui o absurdo da questão!).
Agora indo ao objetivo da TAG, vamos falar sobre como se deu a experiência de leitura deste livro: FOI UM S A C O. Para começar, eu estava distraída, fazendo a leitura da disciplina de inglês quando meu querido colega me faz a seguinte pergunta: "Já leu o livro para amanhã?" e eu, tão sabiamente, respondo "QUE DIABO DE LIVRO?". É isso mesmo, eu estava totalmente perdida, não fazia idéia de que tínhamos um livro para a aula seguinte (um livro que eu nem havia começado). Foi então que às 16h33min da tarde de terça-feira eu peguei o livro, wue estava em berço esplêndido em minha estante, e o devorei! Como uma boa Hermione Granger, li a caminho da faculdade - mesmo enjoando em ônibus - e ainda vivi para experienciar, nesse meio tempo, meu celular caindo em cima de um chiclete no chão do veículo! Só parei de ler quando cheguei a aula e a volta escura dentro do ônibus até em casa. Quando cheguei devorei as últimas 50 páginas e me senti
a) satisfeita
b) orgulhosa do meu desempenho
c) intrigada com uma idéia incrível ter virado perfeita para alimentar o fogo naquele monte de papel desperdiçado
d)irritada por nunca ter pensando na idéia (e por não nascer antes para escrevê-la)
e)desconcertada com o pensamento totalmente preconceituoso e medieval das entidades religiosas
f) verdadeiramente PUTA com a tentativa de tornar uma história de pedofilia em romance.
Hoje durante a aula, feita em cima do livro lido, eu tive poucas chances de demonstrar o descontentamento que havia sido ler esta obra e o descontentamento que sinto com a disciplina em geral. UMA VERDADEIRA DECEPÇÃO. Tu esperas que depois do ensino médio, onde tu és obrigado a ler livros que cairão no vestibular, tu lerás verdadeiras obras da literatura (Dickens, Shakespeare, Poe) e explorará outros gêneros que também estão inscritos na literatura, mas que a definição preconceituosa de que apenas livros arcaicos devem ser estudados nos impedem de ver.
Eu faço aqui o juramento de que serei uma professora infinitas vezes melhor e que trabalharei o que realmente interessa quando ou assunto é o mundo literário: nada de explorar se o personagem é esférico ou amplo, se o narrador é protagonista, testemunha ou onisciente, mas sim o que os livros te fazem sentir e o que eles te ensinam, como eles te fazem ver a vida e como te tornam uma versão melhor de si mesmo. Leitura deve ser um lazer, não um fardo.

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