Dia da Mulher Literária - Fight Like a Girl
20:43:00Hoje é um dia muito especial, o dia da mulher. Um dia de lutas e conquistas, um dia de cair e levantar, um dia para celebrar todas as nossas batalhas e para nos lembrar por quê devemos continuar lutando. Ainda somos o "sexo frágil", ainda devemos "ir lavar louça", ainda somos estupradas, violentadas e violadas por questões de gênero, ainda somos caladas e desacreditadas. Em um dia como esse resolvi trazer para o blog minhas figuras femininas literárias e deixar em aberto o convite para vocês contarem suas figuras, literária ou não, feminina favorita. Feliz dia da mulher e que ao invés de rosas ganhemos direitos!
Seguindo com o exemplo de mulheres em batalhas escolhi Annabeth Chase, a filha da deusa da sabedoria e estratégia de guerra. Annabeth Chase começa sua jornada ainda jovem, aprendendo a sobreviver sozinha em um mundo onde não havia só os perigos cotidianos, mas também monstros mitológicos a solta. A filha de Atena cresceu separada da mãe e sentindo-se renegada pelo pai, tendo fugido de casa trilhou o caminho sozinha até sua nova família e tornou-se uma das guerreiras mais exemplares do acampamento. Alexandra Daddario, quem interpreta sua personagem, é morena, mas, originalmente, Annabeth Chase seria loira e quebraria os esteriótipos reforçados pela sociedade sobre loiras burras.
Continuando no clima da série Percy Jackson, trago a personagem Hazel Levesque diretamente do século passado (opa, spoiler!). Hazel Levesque é filha do deus Plutão, o deus do submundo, e de uma cigana de Nova Orleans. Junto com a mãe Hazel cresceu como uma garota de classe baixa, discriminada por sua pele e amaldiçoada pelo seu "dom". Após a mãe descontrolar-se pela falta de dinheiro e deixar de ser apta para cuidar da própria filha, Hazel torna-se madura o suficiente para cuidar de sua mãe e de si mesmo. Após passar pela morte, Hazel volta para fazer parte do acampamento Júpiter e se tornar uma guerreira.
Para finalizar com a série de deuses gregos, escolhi uma última mulher exemplar que deve ser levada em conta. Aquela que morreu para proteger os amigos. Ela é Thalia Grace, filha de Zeus. Thalia encontrou Annabeth na rua e a adotou como uma irmã mais nova, para levá-la em segurança para o acampamento. Ao perceber que eram perseguidos por um ciclope ela fica para trás e morre pela segurança daqueles com os quais se importa. Thalia Grace volta de sua morte ao receber o Velocino de Ouro, para então sair em uma missão ao lado das Caçadoras de Artémis, de Annabeth e de Percy Jackson e, portanto, salvar o mundo mitológico abrindo mão de sua mortalidade.
Agora passando para saga Divergente, trago como exemplo de força feminina a própria Tris Prior. Tris nasceu na Abnegação, mas sempre soube que pertencia a outro lugar, após descobrir-se divergente Tris decide viver por si mesma ao invés de viver para agradar os outros, ela escolhe, então, a Audácia. Tris precisa passar pelo teste de iniciação da facção de sua escolha e como se o ato de se desprender de suas origens já não fosse corajoso o suficiente, Tris torna-se a primeira a pular. Dentro de sua nova facção ela descobre a corrupção do governo em que vive e luta ao lado dos rebeldes para salvar a cidade que ama e aqueles com quem se importa, tornando-se protagonista de uma luta e pondo o bem estar do povo acima de sua vida.
Para entrar no mundo de Instrumentos Mortais trago as Fairchild ou as Fray. Jocelyn Fairchild, a mãe, nasceu em um berço onde seu destino estava traçado, ela havia nascido para ser uma caçadora de sombras. Após ingressar na academia dos caçadores ela envolve-se com Valentim e com um movimento rebelde contra a Clave, ao ver que o movimento saia de controle, ela arma para derrubar seu marido, Valentim, corrompido pelo poder, e foge para criar sua filha longe de tudo que possa pôr ela em perigo, mesmo que isso significa abrir mão da vocação que ama. Clary é criada em um mundo mundano qualquer e, até os dezoito anos, suas únicas preocupações são aulas de arte e compromissos com seu melhor amigo, mas ao ver um loiro misterioso desfazer um homem em pó sua vida muda completamente. Clary Fray, na verdade, é Clary Fairchild e o sangue dos caçadores de sombras corre em suas veias. Mesmo sem dezoito anos de treinamento, Clary mergulha, sem olhar para trás, em sua nova vida, disposta não só a salvar sua mãe, que sacrificou tudo por ela, mas também a aceitar seu lugar no mundo que acabara de conhecer.
Continuando no clima de Instrumentos Mortais trouxe para vocês Isabelle Lightwood, vinda diretamente de um berço de ouro do mundo dos Caçadores de Sombras. Filha única, Isabelle nunca é o que sua mãe espera, por mais que se esforce, ela não é perfeita, seus esforços são em vão e ela é ofuscada pelos irmãos. Isabelle aprende que as situações nas quais se encontra podem acabar fazendo-a amadurecer mais do que gostaria. Essa caçadora de sombras pode ser mais eficaz em batalhas do que qualquer homem.
Para nosso penúltimo exemplo feminino literário, trago o universo de Kiera Cass em A Seleção. A protagonista, América Singer, vem de uma casta baixa, da onde sua família é artista e batalha todo o dia para sobreviver. Com o pouco dinheiro que a família ganha, America, mesmo apaixonada, é obrigada a entrar em um concurso para ser a nova princesa de Illea e, para surpresa de todos, America é chamada para participar da Seleção. Durante sua estadia no palácio rimos de sua ousadia e aprendemos que não importa o título de um homem e sim a comida que ele lhe oferece. Brincadeiras a parte. America é um exemplo não convencional de princesa, aquela que quando se sente ameaçada chuta as jóias reais do príncipe e aquela que sabe que o seu valor não vem de sua casta, mas de quem ela é. America não é a querida de ninguém.
Trago, agora, uma personagem de meu livro favorito: As Vantagens de Ser Invisível. Para terminar tão bem quanto comecei, escolho mais uma personagem literária que, nos cinemas, foi interpretada pela digníssima Emma Watson. Sam é uma personagem criada por Stephen Chbosky para seu único livro, ela é uma garota que está no último ano do ensino médio, tem inimizade com o pai e mora com a mãe, o padrasto e o meio irmão, Patrick, que acontece de ser seu melhor amigo. Em seu último ano ela conhece o calouro Charlie, nosso protagonista, e se abre com ele para contar como foi abusada em sua infância pelos amigos de seu pai. Sam confia em Charlie para contar que seu primeiro beijo não foi um conto de fadas, mas um conto de terror, quando, aos sete anos, o sócio de seu pai a beijou. Sam tem um papel fundamental no livro, ela é o primeiro amor de Charlie, uma garota leal aos amigos e inocente as trapaças da vida. Por mais que sua infância tenha sido um desastre, Sam é uma menina animada que, com seu jeito meigo, é amada por todos.
É isso pessoal, espero que tenham gostado de minhas escolhas, adoraria que comentassem elas e que falassem sobre suas próprias personagem e sobre o dia da mulher. É claro que o dia da mulher é muito mais do que falar de personagens literárias, é relembrar a história daquelas que lutaram por nós para que não tivéssemos que lutar, é lutar para que nossas descendentes não tenham que lutar, é homenagear aquelas que já foram, é gritar por elas e fazer-se ser ouvida. O dia da mulher é mais um dia de luta. Feliz dia da mulher, seguiremos em marcha!

2 comentários
Até que todxs sejamos livres!
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